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Paciente com câncer de intestino luta pela vida

  Setembro Verde alerta para diagnóstico, prevenção e tratamento da doença

A técnica de segurança Zelma de Brito Rabelo (46) morava em Paulo Afonso, mas há um ano e meio se mudou para Salvador a fim de tratar um câncer de intestino. Em sua cidade de origem, localizada a cerca de 430 quilômetros da capital, a partir de um sintoma inusitado - perda de água pelo reto - ela procurou ajuda. Na ocasião, os médicos disseram que se tratava de uma irritação do intestino e gordura no fígado. Porém, mesmo tomando as medicações indicadas para esses problemas, ela começou a ter sangramentos, febre e falta de apetite. (Saiba Mais, Click Abaixo)



Diante do quadro, ela veio à Salvador para investigar o que estava acontecendo e acabou descobrindo que estava com câncer de intestino (colorretal).

A paciente teve um choque tão grande diante do diagnóstico que acabou entrando em depressão profunda. “Antes de fazer uma besteira, pensei em Deus, na minha família, nos meus filhos - inclusive um deles é autista e precisa especialmente de mim e, a partir daí, decidi lutar contra a doença. Fiz quimio e radioterapia, passei por uma cirurgia e sigo me cuidando. Hoje, algumas pessoas me perguntam para onde vou tão arrumada e maquiada, parecendo que vou para uma festa, e eu respondo: vou para minha consulta médica! Desistir não faz mais parte dos meus planos, pois a última palavra vem de Deus. Enquanto há vida, há esperança”, relatou.

Segundo o coloproctologista e cirurgião do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR) Ramon Mendes, que operou Zelma Rabelo, o câncer colorretal abrange os tumores que se iniciam nas partes do intestino chamadas de cólon e reto. É o terceiro tipo mais comum de câncer em homens no mundo e o segundo em mulheres. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 40.990 casos, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres. Cerca de 70% dos pacientes diagnosticados com a doença têm mais de 50 anos de idade. 

Prevenção - A campanha “Setembro Verde”, realizada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia, alerta que este tipo de câncer é tratável e, na maioria dos casos, curável, se detectado precocemente e quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Além disso, chama a atenção para o fato de que a manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física e a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino, assim como não fumar e não se expor ao tabagismo (fumantes passivos).

Grande parte dos tumores colorretais se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. “Entre os principais fatores de risco estão dieta rica em carne vermelha e gorduras e pobre em verduras, legumes e frutas; consumo frequente de álcool; tabagismo; doença inflamatória intestinal; obesidade e sedentarismo; histórico familiar da doença; predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino e idade avançada”, elencou o cirurgião do IBCR. 

Rastreamento - Como em alguns casos o câncer colorretal não apresenta sintomas, é recomendado fazer o rastreamento através do exame de colonoscopia a partir dos 45 anos ou, algumas vezes precocemente, caso haja histórico familiar ou comportamento de risco. Quando há sintomas, os mais comuns são diarreia frequente ou constipação, mudança no ritmo intestinal e no formato da fezes, presença de muco e sangue nas fezes, dor abdominal, anemia e perda inexplicada de peso. A doença tem quatro estágios, sendo que a sobrevida em cinco anos é de 75% para diagnósticos no estágio I e apenas 5% para cânceres diagnosticados no estágio IV - daí a importância do diagnóstico precoce.

Tratamento - O único tratamento que cura esse tipo de câncer é o cirúrgico. Nos casos do câncer de cólon, o tratamento consiste em retirar o tumor, os vasos que nutrem o tumor e os linfonodos na raiz dos vasos (mesentério). Nos casos de câncer do reto, os principais tratamentos são a ressecção do mesorreto, envolvendo ou não os músculos do assoalho pélvico. Em alguns casos, pode ser feita a quimioterapia e radioterapia pré-operatória, para reduzir o tamanho da massa tumoral e assegurar a preservação do esfíncter, poupando o paciente da chamada colostomia definitiva.

O câncer colorretal pode ser operado por via laparoscópica, que é uma forma minimamente invasiva. “Cada vez mais, porém, percebemos que a plataforma robótica se apresenta como a opção com o maior número de benefícios associados no tratamento do câncer intestinal”, frisou Ramon Mendes, que realizou a primeira cirurgia robótica para tratamento de câncer de intestino na Bahia. A indicação da técnica para o tratamento desse tipo de tumor tem sido recorrente nos locais que contam com o robô há mais tempo. Sobretudo em situações de maior complexidade, como nos pacientes obesos e com sobrepeso e nos tumores do reto, o robô traz vantagens como a preservação dos nervos genitais e urinários. As únicas plataformas robóticas existentes no estado chegaram à Bahia no ano passado - a primeira no Hospital Santa Izabel (HSI) e a segunda no São Rafael (HSR).

A técnica robótica é uma alternativa muito mais precisa para retirada do câncer colorretal. “Podemos utilizá-las para os mesmos casos em que usamos a videolaparoscopia, com todas as vantagens da cirurgia robótica agregadas: visão tridimensional e mais nítida dão maior precisão durante o procedimento que, em geral, apresenta menos riscos de complicações e sangramentos, menor dor no pós-operatório e recuperação mais rápida para o paciente”, resumiu Ramon Mendes, que é chefe do serviço de coloproctologia do Hospital Santa Izabel, coordenador da especialidade do Hospital Cardio Pulmonar e preceptor da residência de coloproctologia do Hospital Roberto Santos.

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