Cuidadores das Casas de Acolhimento mantidas pela Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), assistiram a palestras para aprimorar cuidados e atenção às crianças e adolescentes sob a proteção da justiça. O encontro foi realizado nesta terça-feira, dia 9, no auditório, com a participação de representantes dos Conselhos Tutelares I e II. A coordenadora da Casa do Adolescente, Daniella Höisel, disse que as orientações foram destinadas à Rede de Cuidadores de Alta Complexidade.
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Ela explicou que os profissionais podem migrar para outras Casas, o que exige conhecimento ainda maior do serviço. “O objetivo é deixar os cuidadores mais atentos para que os acolhidos não sejam mais vitimizados”, alerta.
O conselheiro tutelar Sandro Nonato fez palestra sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) criado para regulamentar direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988. Durante a palestra, ele ressaltou que as palestras também serviram para a troca de informações sobre a Constituição Federal, o ECA e a legislação que elevam a criança e o adolescente a sujeitos de direitos.
“O cuidador é a figura mais importante desse processo, pois ele está diretamente ligado à criança, ao adolescente e ao adulto, já que faz o contato diário. Outro detalhe é que a criança muitas vezes nutre um apreço de mãe e pai pelo seu cuidador que no dia a dia está na escuta e no acolhimento”, esclareceu Sandro Nonato.
Cuidador desde 2023, Gildaberto Ferreira dos Santos disse que sua função é essencial porque trata pessoas em situação de vulnerabilidade. “É uma responsabilidade extrema. Mas, satisfatória e gratificante, pois contribuímos para que crianças e adolescentes possam avançar à vida adulta”, expressou.
Para Daniella Höisel, o cuidador precisa ter noção de abordagem e das leis. “Entre as funções do cuidador, está a verificação das condições de saúde das crianças e adolescentes, educação, sinais não verbais, e alimentação”, afirmou a coordenadora da Casa do Adolescente.
A coordenadora lembrou que há pessoas que não conhecem a função do Conselho Tutelar. Daniella falou ainda, que o Conselho não é um órgão punitivo, que retira a criança e leva para o acolhimento. Isso só acontece quando a família viola algum direito. “O acolhimento ocorre quando não há uma família extensa ou uma pessoa de referência”, esclareceu.
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