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Representantes da Divisão de Igualdade Racial da Prefeitura de Itabuna e da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) reuniram-se na terça-feira, dia 16, na Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS) para avaliar o cenário de racismo e discriminação racial e indígena em Itabuna. O encontro foi conduzido pela professora Maria do Carmo Rebouças, da Universidade Federal do Sul da Bahia, que coordena o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS18), criado pelo governo brasileiro perante as Nações Unidas, com 17 objetivos de desenvolvimento sustentável. “São dez metas, nas áreas de saúde, educação, trabalho, segurança pública e justiça”, afirmou a educadora.
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Ela falou ainda que a meta é contribuir para a promoção da política de igualdade racial em Itabuna via uma parceria com a UFSB e o ODS18. “Produzimos dados científicos e diagnósticos sobre a questão racial no município e com as evidências, conseguimos ajudar os gestores a tomar decisões mais assertivas com promoção da igualdade racial.A expectativa é a de que até a primeira semana de julho, a Secretaria de Promoção Social e Combate a Pobreza firme uma parceria com a UFSB e o OBS 18 para obter os dados que permitem estratégias de combate à discriminação racial.
O secretário de Promoção Social e Combate a Pobreza, Erasmo Ávila, agradeceu à UFSB pelo apoio e disse que de acordo com o Censo do IBGE (2022) 59% da população de Itabuna se declara negra; 20,2% parda enquanto 0,6% indígena. Outros 20,1% se declaram branca e 0,1% amarela.
“É necessário trabalhar a causa étnico-racial nas escolas e fazer movimentos. A SEMPS precisa desses de mais dados sobre a questão racial e acompanhar de perto essa questão”, comentou.
O chefe-adjunto da Divisão de Igualdade Racial, de Itabuna, Antônio Debuê Tumissa, afirma que o encontro foi fundamental porque a UFSB tem dados sobre a desigualdade no município e ressalta que é preciso combater as práticas racistas em Itabuna para se descobrir as evasões de alunos negros nas escolas.
“Grande parte dessa evasão é de alunos negros. É necessário saber por que as meninas não querem frequentar as salas de aula”, opinou.
O secretário vice-prefeito e secretário municipal da Educação, Josué Brandão Junior, falou que essa causa precisa ser levada a sério e que dados do Censo Escolar sobre alunos negros e pardos não mostra números reais.
“As pessoas que alimentam o sistema não seguem o rito e acabam mascarando os dados que são importantes para as políticas públicas. O nosso desafio é fazer com que as pessoas que têm indicadores educacionais baixos cresçam a ponto de igualdade entre as raças esteja em um nível de civilização”, comentou.
Sobre a Divisão de Igualdade Racial, Tumissa informou que está ativo mas que é preciso passar por reformulação, saber quem vai permanecer e que outros membros serem reconduzidos.
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