A Inteligência Artificial está mudando a forma como os exames de ressonância magnética são realizados, reduzindo o tempo de aquisição das imagens sem comprometer a qualidade diagnóstica. A tecnologia também tem contribuído para tornar o procedimento mais confortável para os pacientes, oferecendo maior apoio à tomada de decisão médica. Com exames realizados em menos tempo, a ferramenta permite aprimorar o fluxo de atendimento, reduzir a necessidade de repetição de sequências e ampliar a capacidade de realização de exames, beneficiando pacientes e profissionais de saúde.
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Esse cenário faz parte da realidade do Grupo Meddi, que conta com 24 equipamentos de ressonância magnética distribuídos em suas unidades da Bahia e vem investindo em soluções baseadas em Inteligência Artificial para fortalecer a qualidade assistencial e oferecer uma experiência cada vez mais eficiente aos pacientes.
De acordo com Lucas Almeida (CRTR n.° 00817N), tecnólogo em radiologia e supervisor técnico do IHEF, empresa do Grupo Meddi, a inteligência artificial atua durante a aquisição e o processamento das imagens, acelerando as sequências do exame e permitindo uma reconstrução mais eficiente das imagens obtidas. "O principal ganho proporcionado pela IA na ressonância magnética foi a redução significativa do tempo de exame, sem comprometer a qualidade das imagens. Pelo contrário, em muitos casos, houve um aumento da qualidade diagnóstica", afirma.
Lucas destaca ainda que além de reduzir o tempo dos exames e melhorar a qualidade das imagens, a Inteligência Artificial também atua como uma importante ferramenta de apoio ao médico radiologista. Na clínica, a tecnologia é utilizada para aprimorar a reconstrução das imagens, reduzindo ruídos e aumentando a nitidez, permitindo obter exames de alta qualidade em menos tempo.
Além disso, a clínica conta com plataformas de análise avançada que realizam medições automáticas de estruturas cerebrais, comparam os resultados a bancos de dados de referência e geram informações quantitativas que auxiliam na identificação e no acompanhamento de doenças neurológicas. Essas ferramentas tornam a avaliação mais objetiva, padronizada e eficiente, contribuindo para a elaboração dos laudos.
A Inteligência Artificial, no entanto, não substitui o médico. Ela fornece informações e análises complementares que apoiam o especialista, permanecendo o radiologista responsável pela interpretação das imagens, pela correlação com a história clínica do paciente e pela conclusão diagnóstica.
Mais conforto e agilidade para os pacientes
Para a enfermeira de ressonância magnética do Grupo Meddi, Thatiane de Oliveira (COREN-BA: 542392), o principal benefício da tecnologia é percebido na experiência dos pacientes. "Ao adquirir imagens de excelente qualidade em um tempo menor, o paciente permanece menos tempo dentro do aparelho, tornando o exame mais confortável", explica.
Assim, a redução do tempo de permanência no equipamento contribui para diminuir o desconforto físico, o cansaço e a ansiedade durante o procedimento, beneficiando especialmente pacientes que apresentam dor, limitações de mobilidade ou dificuldade para permanecer imóveis por longos períodos.
"Os idosos e pessoas com limitações físicas permanecem menos tempo na mesma posição, reduzindo o desconforto. As crianças têm maior chance de concluir o exame sem interrupções, e os pacientes com claustrofobia ou ansiedade costumam se sentir mais seguros ao saber que o tempo dentro do aparelho será menor", destaca a enfermeira.
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