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Vergonha na Bahia- Repasse de R$ 6 milhões para ONG da Mãe do Prefeito é criticado na Câmara

O prefeito ACM Neto prorrogou o contrato com o Parque Social Empreendedorismo e Desenvolvimento Social, uma organização não governamental que tem como presidente a mãe do prefeito, Maria do Rosário Magalhães O programa foi aprovado na Sessão Ordinária desta terça-feira (10/07), na Câmara Municipal. Onde o vereador Sílvio Humberto votou a favor
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da maioria dos artigos do Projeto de Lei 181/2018, que institui o referido programa, mas se posicionou contrariamente aos artigos 17, 19, 20 e 21 do PL.
“Não há como ser contra à implementação do programa, que se propõe a promover aprendizado e renda para a juventude de Salvador. No entanto, não temos como nos alinhar a mais uma arbitrariedade do prefeito. A escolha antidemocrática de uma entidade gerida pela mãe do gestor atenta claramente contra a Constituição Federal e contra todos os princípios que regem o exercício da gestão pública”, denuncia o parlamentar.
Para Sílvio, a aprovação do projeto, nos termos que passou pela Casa Legislativa, “não garante a transparência no repasse dos recursos públicos, nem a moralidade e impessoalidade dos atos da Gestão Pública”. O vereador defende a abertura de um Chamamento Público, conforme institui a Constituição, para garantia da isonomia e do direito de concorrência de outras instituições.
Arbitrariedade - Sílvio citou o projeto ‘Novos Paradigmas da Equidade’, desenvolvido pelo Instituto Cultural Steve Biko, em parceria com outras organizações da sociedade civil, como exemplo de iniciativa exitosa de qualificação profissional e inserção produtiva, comprovando a capacidade de outras entidades para desenvolvimento dos programas do Município.
Conforme o legislador, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) conta com quase 400 instituições cadastradas na cidade. “Com a escolha arbitrária do prefeito, todas elas foram desrespeitadas no direito legítimo de desenvolver o programa. As medidas adotadas pelo gestor municipal, mesmo quando são acertadas, saem viciadas do Palácio Thomé de Souza”, arremata o vereador.

O contrato foi ainda assinado pela diretora da entidade, Sandra Maria de Souza Paranhos, que atualmente é assessora especial da prefeitura de Salvador, com salário de R$ 13 mil.
Por: Redação.
Jornal de Olho na Cidade.

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