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Secretaria de Promoção Social de Itabuna acolhe temporariamente refugiados da Venezuela

Trinta e oito venezuelanos que desembarcaram no Terminal Rodoviário de Itabuna na madrugada desta segunda-feira, 12, foram acolhidos temporariamente pela Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza. O grupo chegou à cidade, fugindo da crise econômico-financeira naquele país latino-americano. A secretária de Promoção Social e Combate a Pobreza, Andrea Castro, disse que assim que foi comunicada sobre o desembarque dos venezuelanos pela administração do Terminal determinou imediatamente a equipe de abordagem para averiguar a situação dos refugiados.

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Dentre os estrangeiros, estão 23 crianças e 15 adultos que foram levados para o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, o – Centro POP, no Jardim Grapiúna.

No local de acolhimento, os refugiados puderam tomar banho, se alimentar e receberam roupas.  Uma das preocupações da Secretaria de Promoção Social é com o trajeto percorrido pelos venezuelanos até Itabuna.

Um deles chegou a dizer que o grupo passou por Manaus, no Amazonas, cidade que entrou em colapso por causa do novo coronavírus, Fortaleza, no Ceará, e Recife, em Pernambuco, além de outras cidades sem que tenham sido acolhidos.

De acordo com a secretária Andrea Castro, o grupo foi submetido ao teste rápido da Covid -19, imediatamente, por meio da Secretaria Municipal de Saúde. Três refugiados tiveram resultado positivo e já estão em isolamento. Duas crianças e um adulto.

Ela informou que os refugiados serão transferidos ainda hoje para a escola Tereza Cristina Ribeiro Estrela, no Bairro João Soares, onde terão mais espaço para se acomodar e dormir. A secretária enfatizou que “a Prefeitura de Itabuna está prestando toda assistência humanitária, mas precisamos de ajuda de outros órgãos para saber como conduzir a situação”.

A secretária Andrea Castro disse ainda que já entrou em contato com a secretaria de Direitos Humanos, Ministério Público e Polícia Federal, já que se tratam de imigrantes e alguns estão até sem documentação. “ Todos estão bem. Mas, para nós é algo novo que precisa de um direcionamento legal”, ponderou.

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