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Mulheres em Itabuna apontam caminhos contra espiral de violência

A dias de terminar o “Agosto Lilás”, vozes femininas ganharam a Câmara de Itabuna, para discutir saídas no combate à crescente de violência. Presente ao debate na sexta-feira (27), a secretária estadual de Políticas para a Mulher, Julieta Palmeira, destacou a importância da educação para desconstruir o rastro machista que conduz o tratamento da companheira como propriedade. Afinal, é raiz para agressões e até feminicídios. 

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Ela pontuou, ainda, sobre os equipamentos disponíveis e os desafios para unir governo e sociedade nessa causa. “O mais forte é a consolidação das redes de enfrentamento, compostas pelos serviços de acolhimento à mulher em situação de violência, com delegacias especializadas, casas abrigo, Patrulha, Ronda Guardiã Maria da Penha e os CRAM. Consolidar essa rede, incluindo Defensoria, Ministério Público e Tribunal de Justiça é muito importante”, argumentou.

Participaram da sessão, os vereadores Cosme Resolve, Manoel Porfírio, Israel Cardoso e Ronaldão.

Autora da solicitação para aquela sessão especial, a vereadora Wilma de Oliveira (PCdoB) citou a força da rede de proteção em torno do enfrentamento e pela mudança de postura entre os agressores. “Aqueles que não alcançarem a consciência vão ficar pra trás. Esta é uma discussão a ser levada para fora dos ambientes”, constatou.

O edil Cosme Resolve (PMN) opinou sobre a chance para cada homem rever condutas movidas por ciúmes, possessão e agressividade. Na mesma linha, Ronaldão (PL) entende que “todos devem partir para o embate em defesa da mulher”. Israel Cardoso (PTC) citou lei aprovada na Casa para “reforço das políticas de valorização da figura feminina e combate ao machismo e à violência”.

Por sua vez, Manoel Porfírio (PT) evidenciou a importância de mais vereadoras, deputadas, senadoras – elas com voz na transformação social através de cargos eletivos. “Queremos mais mulheres inseridas no contexto político”, estimulou.

 

“Responsabilidade de todos”

A coordenadora de área da Patrulha Guardiã Maria da Penha, Débora de Jesus Santos, mostra a elevação de quase 73% nos registros de violência contra a mulher em Itabuna. Foram 583 casos de janeiro a julho de 2020 e cerca de 800 no mesmo período deste ano. Ressaltou a importância das denúncias ao se saber de uma mulher agredida.



Já a defensora Juliana Florindo, mencionou o paradoxo que é o Brasil ter a terceira melhor legislação do mundo para punição à violência contra mulheres, ser o terceiro que mais prende e, em contrapartida, o quinto que mais mata. “Vemos que a prisão não impede a elevação de casos. Esse é um mês para chamarmos a atenção para a conscientização; é responsabilidade de todos”, observou.



A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Célia Evangelista, falou sobre a ampliação do órgão agora reativado. E trouxe indagações à secretária, a exemplo de melhor estrutura para a DEAM (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher) – inclusive equipe multidisciplinar com psicólogo, educador e assistente social.


Lá também estava a coordenadora do CRAM (Centro de Referência de Atendimento à Mulher), Aline Soares. Ela lembrou que o equipamento, reinaugurado recentemente em Itabuna, oferece atividades para vítimas de agressão e os filhos delas.

Presidente da Comissão da Mulher da OAB-Itabuna, a advogada Andrea Peixoto frisou o valor da sociedade atenta, também, à raiz dos episódios de violência. “Um trabalho de restauração com os agressores, para que a Lei Maria da Penha tenha maior efetividade.

Julieta Palmeira reforça a importância de governo e sociedade atuarem juntos no combate à violência contra mulher

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