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Texto: Andreyver Lima
Na sociedade, o efeito é ainda mais sensível. Eventos dessa magnitude atuam diretamente na autoestima, movimentam o comércio, aquecem o setor de serviços e criam a sensação de cidade viva, pulsante e organizada. Não por acaso, a gestão fez questão de associar o Carnaval à antecipação de salários, ao pagamento em dia de servidores, médicos e repasses institucionais.
E é justamente nesse ponto que entra a pergunta: afinal, qual o custo do Carnaval? Os números apresentados na audiência pública, realizada no Plenário Raymundo Lima, ajudaram a responder. Dos cerca de R$ 13,7 milhões investidos, pouco mais de R$ 4,7 milhões saíram de recursos próprios do município. O restante veio da capacidade de articulação política do prefeito, que captou aproximadamente R$ 9 milhões em emendas parlamentares e parcerias institucionais.

Esse retorno se materializa na arrecadação de impostos como ISS e ICMS, no aumento da circulação de dinheiro e no faturamento do comércio, projetando a cidade como destino de eventos. É a lógica do investimento público com efeito vacina ao argumento que neutraliza críticas simplistas sobre gastos com festa.
No campo da segurança pública, outro pilar estratégico. Os dados apresentados pelo comandante do 15º BPM, tenente-coronel Robson Farias, não deixam margem para interpretações dúbias: zero ocorrências graves, apenas duas prisões por roubo simples, 40 celulares recuperados, apreensão de objetos perfurocortantes e nenhum registro de arrombamento de veículos. A integração entre Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Bombeiros e o uso das câmeras do município reforçou a imagem de que Itabuna sabe fazer festa grande com ordem e controle.
Mas há, sobretudo, um recorte político que não pode ser ignorado. Em ano eleitoral, o Carnaval também funcionou como vitrine para a pré-campanha de Andréa Castro à Assembleia Legislativa da Bahia. A primeira-dama atuou como figura presente, popular e associada a um evento bem-sucedido, alegre e seguro. Isso é construção de imagem. Em política, associação positiva gera transferência de capital e grandes eventos são ambientes para isso.

Esse retorno se materializa na arrecadação de impostos como ISS e ICMS, no aumento da circulação de dinheiro e no faturamento do comércio, projetando a cidade como destino de eventos. É a lógica do investimento público com efeito vacina ao argumento que neutraliza críticas simplistas sobre gastos com festa.
No campo da segurança pública, outro pilar estratégico. Os dados apresentados pelo comandante do 15º BPM, tenente-coronel Robson Farias, não deixam margem para interpretações dúbias: zero ocorrências graves, apenas duas prisões por roubo simples, 40 celulares recuperados, apreensão de objetos perfurocortantes e nenhum registro de arrombamento de veículos. A integração entre Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Bombeiros e o uso das câmeras do município reforçou a imagem de que Itabuna sabe fazer festa grande com ordem e controle.
Mas há, sobretudo, um recorte político que não pode ser ignorado. Em ano eleitoral, o Carnaval também funcionou como vitrine para a pré-campanha de Andréa Castro à Assembleia Legislativa da Bahia. A primeira-dama atuou como figura presente, popular e associada a um evento bem-sucedido, alegre e seguro. Isso é construção de imagem. Em política, associação positiva gera transferência de capital e grandes eventos são ambientes para isso.
Augusto Castro, ao longo de sua fala e da condução do processo, deixou claro que compreende o jogo. Prestação de contas, transparência, dados técnicos e discurso econômico foram usados para blindar a gestão de ataques e, ao mesmo tempo, reforçar sua credibilidade junto à sociedade.
O carnaval foi uma operação, que combinou cultura, economia, comunicação e estratégia política. O custo existiu, como sempre existe. A diferença é que, desta vez, ele veio acompanhado de ganhos políticos. E quem entender isso primeiro, larga na frente.
O carnaval foi uma operação, que combinou cultura, economia, comunicação e estratégia política. O custo existiu, como sempre existe. A diferença é que, desta vez, ele veio acompanhado de ganhos políticos. E quem entender isso primeiro, larga na frente.

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