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Pela inclusão da intolerância sexual entre as doenças mentais da OMS

Tenho serviços prestados na luta contra a caretice e o politicamente correto. Porém, não sou burro e aprendi a identificar quando um discurso é canalha:Imagem meramente ilustrativa.

as palavras vêm recobertas de artimanhas, desculpas antecipadas e muita raiva. Na boca de quem diz, têm gosto de sangue.

A grande obra do CQC foi dar munição para qualquer tarado sair por aí dizendo bolsonarices. Se tornou chique ser reacionário, ignorante e truculento. E homofobia, pelo jeito, virou opção sexual. Vejam só.

Um texto publicado pelo jornalista esportivo Rica Perrone em seu blog, parceiro do Globo.com, tem causado polêmica nas redes sociais nesta quinta-feira (14).

No post intitulado “Hipocrisia tem limite”, Perrone fala sobre o caso de homofobia contra o jogador Michel, da equipe Vôlei Futuro.

Imagem ilustrativa.


Quase todo mundo ficou sabendo da história. Em partida pela Superliga Masculina de Vôlei, no último dia 2, a torcida do Sada/Cruzeiro chamou de “veado” o jogador Michel, adversário dos mineiros na semifinal. Nesta quarta (13), a Justiça Desportiva, em decisão inédita, puniu o time mineiro pelo comportamento homofóbico de sua torcida. O Sada/Cruzeiro recebeu uma multa de R$ 50 mil pelo ocorrido.

Em seu texto, Perrone critica a punição e diz que não vê problema em uma torcida chamar um adversário de veado: “Qual foi o jogo, dentre os últimos 9 milhões aqui no Brasil, onde a torcida local não chamou o destaque rival de “viado” (sic)? Onde é que está o processo contra as torcidas que chamaram o Ronaldo de gordo?”, publicou.

Engraçadinho, não? Em vez de cumprir seu papel de jornalista, Rica aproveitou a deixa para destilar seus preconceitos mais primitivos. Deliberadamente, confundiu fúria coletiva com grito de torcida. Quem viu as imagens, o constrangimento do jogador, sabe muito bem que o que se passou foi uma cena lamentável, agressiva e cruel.

Feito garoto do fundão, prefere fazer piadinhas de moleque espinhento e complexado. Que foi, Perrone? Que sacerdote te ensinou desde criança que homossexualidade é "doença", que ser "veado" é uma "opção para aparecer"?

Em seu Twitter pessoal, Perrone atacou quem o criticou pelo texto. Um usuário questionou o jornalista: “Ser gay não é uma opção. Eu não acordo um dia e resolvo ser gay porque acho legal. Assim como escolhi ser palmeirense”. O jornalista respondeu: “Se não é opção e o corpo humano não foi feito pra isso, logo, é doença. Certo?”.

Pouco original, o machão de boteco diz que “não quer ter um filho gay” e que “já nos obrigaram, com razão, a respeitar. Não tentem nos obrigar a gostar”. Hum? Como? Traumatizou? Alguém xavecou esse rapaz? Duvido. Foi bolinado à força, é isso?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade de sua lista de doenças mentais em 1º de janeiro de 1993. Mas deveria incluir uma moléstia que está se tornando epidêmica: a intolerância sexual. Deus me livre ter um filho assim.


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