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Uma luta de classes sem nenhuma classe


O Estado de S.Paulo de domingo passado, fez uma reportagem involuntariamente hilariante sobre cerca de cem mulheres que criaram o Grupo Anti-Terrorismo de Babás (o GATB). Acredite se quiser.

As pobres donas de casa, com seus sobrenomes pomposos, foram à luta para se proteger da "petulância" e "abuso de direitos" da criadagem. Tornaram-se militantes de uma causa, literalmente, nobre.

As representantes da outrora nobreza quatrocentona de São Paulo estão cansadas de serem exploradas pelo proletariado. Em meio a essa luta de classes, arrumam tempo para trocar dicas sobre cabeleireiros, esqui em Aspen e outros assuntos emergentes.

Um delas, desesperada, disparou um e-mail com uma dúvida indiscutivelmente cruel: "É necessário pagar feriado??" Vejam como a crise da educação neste país afeta a todos.

Essas senhoras que viajam tanto ao exterior deveriam saber que em países desenvolvidos ter mucamas e vassalos custa caro, muito caro. Cada um que lave seu prato.

Por aqui, estão acostumadas a ter quem limpe suas privadas por preço vil. Um salário de empregada doméstica dá para comprar duas sandálias, segundo confessou Astrid Fontenelle (que ainda não se filiou ao GATB).

Com o desenvolvimento econômico em curso, a mão-de-obra para cuidar do filho dos outros vai escasseando. Se quiser, tem que pagar o que vale. E quanto vale alguém que dá banho e troca as fraldas de uma criança? Perguntem aos seus maridos.

Como estamos em uma democracia, cada um tem o direito de pensar como quiser. E a se organizar da forma que julgar mais adequada. O Kassab não fundou um partido só pra ele? Então.

A situação vai piorar para essas damas da sociedade. Fazem bem em se defender de quem lava, passa e cozinha para elas. Imaginem a tragédia ter que esfregar chão, levar cachorro pra passear e não ter tempo para ir ao shopping?

O Brasil é um país injusto. E tem um povo muito ingrato. Cospe no prato que cozinhou e se recusa a voltar para a senzala. Gentinha.

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