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Itabuna - Escola Grapiúna, tá tudo errada!

  

Os Ciclos de Formação Humana (CFH), implantada há 10 anos na Rede Pública Municipal de Ensino de Itabuna, como sistema organizacional das unidades de ensino, está passando por um amplo processo de pesquisa e debates, cujos resultados têm apontado para uma real necessidade de reorganização e ressignificação da proposta. 

O diagnóstico propõe a adoção de ações que assegurem identidade à Escola Grapiúna e, principalmente, seu objetivo que é promover o desenvolvimento integral dos educandos, a inclusão social e cultural, preparando o sujeito para o exercício da cidadania.
            O assunto foi discutido amplamente durante o encontro “Avaliação da Escola Grapiúna: Uma Reflexão Necessária”, que reuniu no Centro de Cultura Adonias Filho, na quarta e quinta-feira dezenas de docentes, coordenadores pedagógicos, gestores de escolas, representantes de pais de alunos, diretores e técnicos da Secretaria Municipal da Educação (SEC). Um dos momentos mais esperados do encontro foi à apresentação do trabalho de pesquisa científica coordenado pelas pedagogas Rosenaide dos Reis Ramos e Tânia Maria Sampaio Dias.

 As pedagogas fizeram estudo sobre a percepção de professores sobre a execução da proposta dos Ciclos na Rede Municipal de Ensino. Segundo Rosenaide Ramos, o trabalho aponta para a ausência de uma organização curricular e de uma politica de formação e valorização dos professores da Escola Grapiúna, bem como para a falta de organização da escola na perspectiva dos CFH e de política de perfil e atribuições do gestor e do coordenador pedagógico, voltada para o atendimento e acompanhamento do ensino e aprendizagem.
 “Diante destas contestações e considerando o papel fundamental da escola, como promotora e construtora de conhecimentos, é possível concluir que a proposta dos Ciclos de Formação Humana, na Escola Grapiúna em Itabuna está bastante comprometida e precisa ser repensada urgentemente”, afirmou Rosenaide. A pesquisadora chamou à atenção ainda para a inexistência de uma política de inserção da família no processo educacional, como prevê o regimento da Escola Grapiúna.
“Precisamos repensar a nossa prática enquanto educadores comprometidos com o processo de ensino e aprendizagem, para avançarmos no sentido de executarmos as mudanças necessárias que assegurar de fato uma identidade da Escola Grapiúna, enquanto um sistema organizado em CFH” pontuou Rosenaide Ramos. A pedagoga ressaltou que a pesquisa terá desdobramentos e vem sendo desenvolvida por iniciativa da Secretaria Municipal da Educação com a anuência do Comitê de Pesquisa Científica da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).
Com base na pesquisa, debates e proposições que serão elencadas ao final do encontro, a Secretaria Municipal da Educação irá ampliar a democratização do debate, com o envolvimento dos diversos segmentos da Rede Municipal de Ensino para, posteriormente, construir novas propostas para a Escola Grapiúna. O evento contou ainda com a participação da professora Geni Ettinger Campos Lima, que também apresentou um trabalho de pesquisa sobre o “Poder Público Municipal e a Educação em Itabuna”, além do professor Daltron Maurício Ricaldes, da Secretaria de Educação do Mato Grosso, que socializou com os presentes a experiência dos Ciclos de Formação Humana em seu Estado. Na abertura, a secretária da Educação, Dinalva Melo do Nascimento, ressaltou a singularidade do momento para a Rede Municipal de Ensino.

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